Chuva forte e bola rolando: o gramado do Nubank Parque passou no teste
No clássico de domingo, a chuva engrossou e a bola seguiu correndo sem parar em poça nenhuma. É o piso novo, trocado no começo do ano, mostrando para que veio.
Quem estava no Nubank Parque no domingo viu a cena. Na reta final da vitória por 4 a 1 sobre o Corinthians, a chuva apertou de vez. E a bola continuou fazendo o que tem de fazer: rolando reta e rápida, sem frear em poça nenhuma.
O vídeo desta matéria foi gravado da arquibancada durante o clássico. Não tem efeito nem truque, é o gramado trabalhando.
Piso novo, base nova
O sintético que está lá hoje é recente. A troca começou em dezembro de 2025 e foi concluída no início de 2026, num trabalho conjunto de Palmeiras, WTorre e Soccer Grass. O piso anterior, instalado em 2020, já tinha perdido a chamada memória: as fibras não voltavam mais à posição original depois do uso. O investimento ficou em cerca de R$ 11 milhões.
A obra foi além da grama. Os ramais de drenagem foram abertos e revisados, a base de pedrisco foi regularizada e compactada, e entrou um shock pad, a manta que amortece o impacto embaixo do gramado. Só depois vieram os tapetes novos, a areia e a demarcação.
Em março, um laboratório credenciado pela FIFA passou cerca de sete horas testando o campo: rolagem e quique da bola, absorção de impacto, nivelamento, tração e drenagem. O estádio recebeu a certificação Quality Pro. O primeiro jogo no piso novo foi em 15 de março, contra o Mirassol.
Bem diferente de 2025
A lembrança ruim ainda é fresca. Em 6 de fevereiro de 2025, num clássico contra o mesmo Corinthians, pelo Paulistão, um temporal com granizo encheu o antigo gramado de poças, descolou partes do sintético e empurrou o início do jogo em meia hora.
Domingo foi o contrário: chuva pesada, jogo correndo normal e o Palmeiras administrando o placar até o apito final.
Chuva colossal, nenhuma poça. Qualidade absurda.



